quarta-feira, 1 de julho de 2015

Sentamo-nos frente a frente sobre o tapete felpudo da tua sala. Sabes-me insegura e espera que inicie seja o que for. Passo as pernas sobre as tuas e avanço uns centímetros. Ergo a mão e torneio o teu rosto de barba insipida. Sigo a sombra da carótida até à clavícula. Abro a mão. Puxo-te suavemente até as nossas faces ficarem a escassos centímetros. Inclino-me até os meus lábios tocarem os teus. 

Andy Barter

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