quarta-feira, 23 de maio de 2018

No Monte, Conde de Monsaraz

No monte, o lavrador, cansado da labuta

Do dia que passou, monótono, uniforme
São oito horas, ceou, recolheu-se e já dorme,
Feliz por ver medrar as terras que desfruta.

A lavradora, não; activa e resoluta,
Moireja até mais tarde e descansa conforme
A faina lho consente e a barafunda enorme
De homens e de animais que em redor se escuta

Mas a filha, que tem vinte anos e que sente,
Nas solidões da herdade, a alma descontente
E o sangue a referver num sonho tresloucado,

Encosta-se à janela; ouvem-se as rãs e os grilos;
E os olhos de azeviche, ardentes e tranquilos,
Ficam-se horas a olhar as sombras do montado...
StefanDraschan

terça-feira, 22 de maio de 2018

Comunidades de Leitores na Feira do livro 2018

Começa já esta sexta-feira, dia 25, a 88ª edição da Feira do livro de Lisboa. Como já vem sendo hábito, o stand das Bibliotecas de Lisboa irá acolher diversas sessões de Comunidades da área de Lisboa. Deixo aqui a síntese dessas presenças e convido todos os interessados para dia 30, pelas 18h, participarem na sessão a meu cargo, referente ao livro O Mar por cima, de Possidónio Cachapa.
Boas Leituras e divirtam-se em mais uma Feira!

25 maio > sexta
19h15
A casa da Convergência!, Mª Manuela do Carmo
Moderado por Joaquina Pereira | BLX - Biblioteca de S. Lázaro

26 maio > sábado
19h15
o ódio que semeias, Angie thomas
Clube de Leitura L.E.R.
Moderado por Susana Pacheco (Leitores da Estante Redonda)


30 maio > quarta
10h00
O mar por cima, Possidónio Cachapa

Moderado por Adelaide Bernardo e Rita Belchior|BLX - Biblioteca Penha de França


4 Junho > segunda
21h00
Os olhos de Tirésias, Cristina Drios

Moderado por Cristina Drios| BLX - Biblioteca Espaço cultural Cinema Europa


7 junho > quinta
17h00
O poema de Lisboa, Augusto Santa-Rita & Uma pescadinha de passado na boca, org. Laura Mateus Fonseca

Moderado por Helena Roldão | BLX - Hemeroteca Municipal

9 junho > sábado
18h30
Uma Noite em Lisboa, Erich Maria Remarque
Moderado por David Aboim |BLX - Biblioteca David Mourão Ferreira 

13 junho > quarta
21h00
Teoria Geral do Esquecimento
Moderado por Ana Leite| Junta de Freguesia do Lumiar

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Matteo Perdeu o Emprego, Gonçalo M. Tavares

Esta nova incursão na escrita de GMT deveu-se ao desafio colocado por Isabel Zilhão, que dinamiza uma nova comunidade de leitores dedicada à relação entre ciência e Literatura e que tem lugar na biblioteca Galveias. E sobre isso falarei num novo post.
Como sempre, a leitura de GMT é algo que me resulta estranho e incómodo… mas que, simultaneamente, sinto necessidade de reincidir. Creio que esta estranheza aporta da sensação de que há inúmeras referências que me escapam. A sua erudição, que é transversal a tantas áreas de conhecimento, coloca uma fasquia de compreensão que o meu património de leituras e referências não é capaz de atingir. E este é um dos motivos do meu desconforto, afinal, quem gosta de ser confrontado com as suas limitações? O segundo motivo é a extrema racionalidade da sua escrita. Nada é aleatório e sem intenção. O que parece deixar a emoção de fora. Vence-nos a estranheza, e por vezes a bizarria e o grotesco, das suas personagens, mas não as suas emoções e sentimentos, de que, na maioria das vezes, parecem desprovidos ou, no mínimo, demasiado anestesiados para que possam ser deveras sentidos.
Então, o que nos instiga e conquista na leitura de GMT? As reflexões a que nos obriga em virtude do confronto em que nos coloca com as mais inusitadas, e por vezes abjectas, situações e personagens.  
Neste Matteo…, é nos apresentado um conjunto de personagens peculiares ordenado alfabeticamente, como o poderia ter sido de outra forma qualquer, sem o qual seria impossível chegar a Matteo. Como qualquer “sistema de ligações”, este confere uma “ordem externa”, mas ainda assim necessária, para uma tentativa de entendimento de uma possível realidade entre “infinitas ordens.” E através destas personagens somos levados a diversas reflexões como: o que é a escolha e se existe realmente escolha; o que é loucura ou sensatez, razão ou verdade, o que as difere, se é que há alguma diferença; a nossa educação serve-nos ou é somente lixo ao qual necessitamos sobreviver para singrar; o impacto construtivo do não; a circularidade da narrativa e da vida quotidiana; a supremacia actual da racionalidade como forma de apreensão do que nos rodeia; o erotismo do grotesto; o homem perante o labirinto que nos reduz a respostas únicas como sendo verdades únicas; a necessidade humana de organizar e dar sentido aos caos e ao aleatório; a incapacidade de aceitar o outro, a diferença, o aleatório e o inexplicável. E mais… muito mais…

Editora: Porto Editora | Local: Porto | Edição/Ano: 2ª, Dez 2010  | Impressão: Bloco Gráfico, Lda. | Págs.: 210 | Capa & Ilustração Fotográfica: Diogo Castro Guimarães & Luís Maria Baptista | ISBN: 978-972-0-04290-3 | DL: 314969/10 | Localização: BLX PF 82P-34/TAV (80238835)

sábado, 12 de maio de 2018

Clube dos poetas vivos #11


olho para baixo
e um buraco começa a sorrir-me
a partir da ponta do ténis esquerdo
hummm…
na verdade, há muito que o espero.
admira-me até o quão tardou
no fim de semana, espera-me o sapateiro
para um remendo que faça perdurar
mais uns meses de quotidiano andar
é certo que corto as unhas rentes
tão rentinhas que anual ida à pedicura
resulta na mesma observação:
mas quer que arranje o quê?
ora, os pés, com certeza!
ou seja, tudo o que permeia a unha e o tornozelo
mas o mal é do meu andar
sempre de dedo em riste
com cautelas em pisar o chão que me surge
um alarme a acionar a minha passagem
ligado a nenhuma central
só os buracos nas meias e sapatos
assinalam a minha esquiva passagem nos dias…
Denis Cherim


sexta-feira, 11 de maio de 2018

Amor é um arder, que se não sente, Abade de Jazente

Amor é um arder, que se não sente;
É ferida, que dói, e não tem cura
;
É febre, que no peito faz secura;
É mal, que as forças tira de repente.

É fogo, que consome ocultamente;
É dor, que mortifica a Criatura;
É ânsia a mais cruel, e a mais impura;
É frágoa, que devora o fogo ardente.

É um triste penar entre lamentos,
É um não acabar sempre penando;
É um andar metido em mil tormentos.

É suspiros lançar de quando, em quando;
É quem me causa eternos sentimentos:
É quem me mata, e vida me está dando.


quinta-feira, 10 de maio de 2018

O Homem Domesticado, Nuno Gomes Garcia


Uma das mais importantes funções da literatura é a de nos induzir à reflexão, não só sobre o passado e o presente que temos, mas, sobretudo, para os futuros que queremos. E é um possível futuro, o que nos apresenta NGG neste O Homem Domesticado. Um futuro que, infelizmente não nos é desconhecido, porque pertence ao nosso passado e ao presente em diversas áreas do globo. A diferença está… está… no extremismo com que subjugamos um grupo ou um género ao poder instituído, mas sempre artificial, de outro.
Clarifiquemos: num futuro impreciso, a sociedade – a nível mundial - é dominada por mulheres, que ocupam todos os lugares sociais, e aos homens, posse destas, está conferido apenas o papel doméstico e reprodutivo, enquanto dadores de material genético. Lembra algo? Pois… O autor, sem nos oferecer ou defender nenhuma tese, faz-nos, no entanto, reflectir sobre diversos aspectos da nossa organização social e, como já referi, do tipo de sociedade que queremos para o futuro.
Através de uma história bem engendrada e meticulosamente articulada, fazemos uma viagem por noções como: construção social dos papeis de género; liberdade individual versus segurança global; extremismos ideológicos; direitos e deveres; poder e submissão; individuo e sociedade. Servida com ironia q.b., afinal tem como cenário uma frança em que o novo lema social é Sécurité, Uniformité, Sororité, oscila entre a perspectiva de um narrador completamente neutro e a de um homem domesticado, a quem, por momentos, é dada a capacidade de voz e de um vislumbre para além do seu quotidiano.
Esta não é uma utopia feminina, é uma distopia humana, como são todas em que não existe igualdade e aceitação e em que subjuga seja quem for, seja de que sexo for. entre sorrisos causados pelas identificação de diversas referências, fica-nos também a tristeza de perceber o pouco evoluídos somos enquanto espécie e que provavelmente assim continuemos. porque não basta mudar os intérpretes, há que mudar a história, para que o futuro possa ser o mais parecido possível daquilo que almejamos.

Editora: Casa das Letras | Local: Alfragide | Edição/Ano: 1ª, Maio de 2017 | Impressão: Multitipo, AG Lda. | Págs.: 230 | Capa: Rui Garrido | ISBN: 978-989-741-721-4 | DL: 423981/17 | Localização: BLX PF 82P-31/GAR (80397804)

Portugal: um porto seguro II (o porquê de não regressar)


São diversos os motivos que levam alguém a sair do seu país. Alguns nunca entenderemos completamente, porque a nossa realidade é felizmente demasiado diferente. Mas para atingir um mínimo de compreensão é preciso saber a história individual de cada um. Deixo-vos aqui – de forma muito sucinta – porque é que alguns dos migrantes que participam no Português para Estrangeiros não têm quase nenhuma perspectiva de regressar.
G. e A. são um casal sírio na casa dos 60 e uma mão cheia de filhos, já adultos. Os rapazes estão relocados na europa, mas a muitos milhares de quilómetros, o que impossibilita um contacto físico. As raparigas estão na Síria, com as respectivas famílias. Ao todo 5 netos. G. e A. tinham um negócio próprio e, à partida, algumas economias. Não sabem ler nem escrever. Nem no seu árabe de origem. Voltar à Síria? “Guerra não. Guerra acabar? (um encolher de ombros)”
J. veio da Venezuela, via Panamá. Regressar? “Ahora, no. Estai mui coimplicado. Non és sequer falta di diñero. Es que no hai comida!”
I., B., e G. Três mulheres nepalesas. 18, 27 e 32 anos. Não são familiares, mas, claro, entendem-se e interajudam-se nas dúvidas e nas explicações de português. O não da primeira foi acompanhado por um olhar de pânico. O das segundas de tristeza. E regressar de férias? “Sim. Mas não ficar. Ficar não.”
E. deixou a Turquia já com formação académica e alguma estabilidade financeira. Tem o seu negócio on line e encontra aqui uma liberdade de que não podia disfrutar. Regressar? Apenas abana a cabeça em sinal de negação. O futuro, mesmo que não seja em Portugal (e a vontade, agora, não é partir), não será na Turquia.
É claro que existe também quem pretende regressar. As suas histórias ficarão para daqui a uns dias.

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Música Portuguesa (Best Portuguese Act), Rui Lage

para João Aguardela, Luís Varatojo e Mitó, a Diva

Pássaros tardios sacodem o telhado. 
Consulto o relógio
(se não me despacho
falho o autocarro).

A rádio toca lá dentro música barata,
ninguém o desliga, porém, 
e deixamos poluir os ouvidos
com anglo-saxónicos acentos
saídos de parolas, provincianas, 
extasiadas gargantas portuguesas
(tigres lendários com que Blake
nem sonhava).

No muro de um pátio um gato,
e nas unhas do gato um resto de peixe
roubado a uma cozinha mal guardada,
onde o almoço cozia,
acessível pelos ramos do limoeiro
que a namorava. 

Cozinha de onde me chega, vagarosa,
antiga canção
na voz de mulher idosa,
com todo um país a morrer
sem difusão radiofónica,
tempo de antena,
ou sequer
choro de violoncelos. 

Carlos Paredes
só precisou de uma guitarra. 
Bordallo Pinheiro

terça-feira, 8 de maio de 2018

Portugal: um porto seguro

A determinado momento de cada ciclo de Português para Estrangeiros, questiono os participantes sobre os seus projectos futuros. Sobretudo, sobre o seu eventual regresso ao país de origem. A rapidez e a perentoriedade do não são desarmantes.
Creio que todos estamos familiarizados com a vaga de emigração nacional da década de ’60 em que subsistia um desejo de regressar à terra natal num futuro, ainda que longínquo. Claro que quando esse futuro se concretizava, esse desejo era quase inexistente, seja pela falta de ligações familiares actuais no local, como pelos novos vínculos (filhos e netos) que entretanto se formavam.
No entanto, partir, logo com a ideia de não regressar, não posso dizer que seja chocante, mas surpreende-me. Turquia, Nepal, Síria, Camarões, Senegal pouco ou nada têm a oferecer a muitos dos seus cidadãos. logo, não há qualquer ideia de retorno, por vezes nem de férias, para visitar seja o que ou quem ficou. Em áreas de conflitos bélicos, talvez seja mais compreensível. Mas há outros países em que as condições sociais são tão precárias que o retorno se torna improvável.
Com todos os nossos defeitos e idiossincrasias, Portugal, enquanto país de acolhimento, é considerado seguro, tolerante, acolhedor, com um clima agradável, e com consideráveis quantidades de oportunidade, senão para sí, para a próxima geração.
É assim que recebemos pessoas ávidas de conhecer melhor a língua e o país, para melhor interagir e se integrarem. Pessoas cujo sonho não é exactamente um el dorado, mas sim um porto seguro.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Escrita Em Dia: O que aprendi

Até ao final do ano, a participação num projecto como este Escrita Em Dia [um encontro informal com o escritor em que moderei a maioria das sessões] não passava de um simples wishful thinking. Quando recebi a confirmação da sua realização e do meu envolvimento, fiquei… sem palavras. O que pode não ser uma boa premonição, mas reflecte a minha incredulidade. A mesma que todos nós sentimos quando algo que desejamos, mas sentimos ser inalcançável, se materializa ou realiza. No momento, e agora, só posso agradecer a oportunidade que me foi dada e a confiança demonstrada por colegas e chefia.
Estes últimos meses foram de uma enorme aprendizagem. Deixem-me tentar sintetiza-la:
  • dediquei-me à leitura de autores cujo trabalho não conhecia, o que por si valeu o desafio;
  • reaprendi a estruturar uma entrevista, sempre ciente que depois, na prática, o rumo fica mais nas mãos do autor e do público;
  • procurei atingir uma compreensão pessoal do seu trabalho, sem, no entanto, descurar algumas pesquisas e opiniões de outrem;
  • grande parte do meu nervosismo e ansiedade iniciais não se justificavam, uma vez que os autores têm muito mais prática nestas andanças do que eu;
  • envolver o público é, talvez, a parte mais complexa, uma vez que nem todos têm qualquer intenção de questionar os autores, mas percebe-se perfeitamente o quão interessados estão no diálogo que se estabelece nos encontros;
  • em cada sessão, o público ensinou-me a colocar determinadas questões;
  • é aliciante compreender, em testemunho directo, o processo criativo e de escrita de cada autor. Não há melhor master class;
  • em cada sessão, fica sempre a sensação de que não se perguntou tudo e que ainda havia tanto a esmiuçar.
Poderia ainda enumerar e esmiuçar outras aprendizagens, mas essas ficarão para outras circunstâncias e outras concretizações. Por agora, reitero apenas o desafio e o prazer que esta oportunidade me deu. Resta-me igualmente agradecer a amabilidade e disponibilidade dos autores: Nuno Camarneiro, Patrícia Reis (que infelizmente não se realizou por imprevisto por parte da autora), Bruno Vieira Amaral, João Tordo (que a Rute Teixeira moderou) e David Machado.
Foto de Isabel Monteiro.

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Tahrir - Os dias da Revolução, Alexandra Lucas Coelho


Há muito que tinha vontade de conhecer a escrita de ALC. Ou, melhor, de ler um trabalho de maior fôlego do que algumas crónicas de jornal, nomeadamente no Público, que já conhecia. Nesse aspecto, o registo - a crónica - deste Tahrir não é diferente. Diferente é o momento sobre o qual incide a crónica: a revolta que, em 2011, levou à queda do líder egípcio Hosni Mubarak, após 30 anos no poder. Um momento único e histórico, que nem todos os escritores e jornalistas têm a possibilidade de testemunhar em primeira mão. E este é o seu testemunho, que tem tanto de diverso e de esperança, quanto os ocupantes daquela praça tinham e representam.
Cada vez mais aprecio o registo da crónica, talvez porque o seu tempo seja o mais equivalente ao do usual passar do tempo, talvez porque seja o registo a que mais me consigo aproximar. Estou curiosa para uma próxima incursão pela sua escrita, mas desta feita no registo ficcional, que está para breve.
Editora: Tinta da China | Colecção: | Local: Lisboa | Edição/Ano: 1ª, Maio 2011 | Impressão: Guide AG, Lda. | Págs.: 110 | Capa: Tinta da China | Ilustrações: Vera Tavares | ISBN: 978-989-671-082-8 | DL: 326811/11 | Localização: BLX PF 81P-992/COE (80297995)

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Deixem falar as pedras, David Machado


Esta foi a minha terceira incursão na escrita deste autor e também aquela que mais me encheu as medidas, pois consegue um maior equilíbrio entre premissa, desenvolvimento da trama e acontecimentos que provocam, contextualizam e justificam a construção e densidade das personagens.
Um jovem, Valdemar, bastante influenciado pelas enigmáticas histórias contadas pelo seu avô, toma as suas dores e procura a vingança – ou redenção – possível. Este procura clara, antiga noiva de Niculau Manuel, seu avô, para que a possibilidade de amor ou de compreensão tardia redima as injustiças que este sofreu. Mas o que Valdemar não sabe, e vai aprender a custo, é que apesar das injustiças aparentemente intencionais sofridas pelo avô, este também escolheu sempre viver como vítima sem tomar responsabilidade pelas suas próprias acções e inacções.
A história de crescimento de Valdemar e de ocaso de Nicolau é uma oportunidade do autor explorar também a história do país durante a ditadura salazarista e de dar voz aos inúmeros presos e torturados pela PIDE, cujas vidas apenas se adivinham e das quais apenas ficou um qualquer registo burocrático, se é que ficou.
Editora: D. Quixote | Local: Alfragide | Edição/Ano: 1ª, Março 2011 | Impressão: Multitipo-AG, Lda. | Págs.: 332 | Capa: Panóplia ® | ISBN: 978-97220-4503-2 | DL: 322235/11 | Localização: BLX PF (80309202)

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Leitura nos Transportes Públicos #18.04

Abril
4
Gestão da emoção, Augusto Cury
5

A senhora de Avalon, Marion Zimmer Bradley
6
Auschwitz, um dia de cada vez, Esther Mucznik

O Impiedoso País das Maravilhas e o Fim do Mund, Haruki Murakami


As vozes de Chernobil, Svetlana Alexievich

Os segredos de Gray montain, John grisham
7
The long way to a small angry planet, Becky Chambers
9
Sapatos de rebuçado, joanne harris
11
Crime num quarto fechado, Hans Olav Lahlum

Carta a um jovem poeta, Rainer Maria Rilke
13
16
As Lições do amor, Lorraine HEath

18
Behind the scenes at the museum, Kate Atkinson
22
Debaixo da Pele, David Machado
26
Origem, Dan Brown
30
O mar por cima, Possidónio Cachapa