sexta-feira, 6 de maio de 2016

O Vaso de Oiro, ETA Hoffmann

O género fantástico não me atrai. No entanto, no âmbito do ciclo E Se As Histórias Fossem Verdadeiras, levado a cabo na Biblioteca de S. Lázaro, fiz uma incursão nesta obra deste autor incontornável do género. Não apreciei a obra. Aliás, toda a minha leitura era acompanhada do pensamento: este tipo devia deixar as drogas. Pois todo o enredo parece uma alucinação e não nos consegue transmitir a ideia e o contexto de uma vivência alternativa munida de coerência interna. O autor parece juntar uma série de simbologias clássicas e místicas e misturar tudo num grande caldeirão, do qual depois sai esta história, que talvez devido à sua brevidade, não consegue transmitir-me uma ideia de construção, mas apenas de amálgama. Creio que em certos momentos, a tradução também não será bem conseguida, contribuindo igualmente para este desconforto de leitura.
A história acompanha a aventura fantástica do estudante Anselmo, que se apaixona por uma serpente auriverde, descendente de habitante do mítico reino de Atlântida.
Pelo meio, o autor faz a apologia da poesia como forma de revelação profunda da harmonia sagrada entre todos os seres (p. 108) e de que o pensamento, e consequente conhecimento, são os únicos elementos transformadores da humanidade. Mas como estas ideias e conceitos, apesar de aliciantes, também não são devidamente explorados, fica aqui também uma sensação de aquém.
Tradução: Maria Osswald | Editora: Vega | Local: Lisboa | Colecção: Outras Obras | Ano: 1988 | Impressão: IAG – AG, Lda. | Págs.: 110 | Capa: Zé Paulo | DL: 21354/88 | Localização: BLX It 82-34 HOF (135363)

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