quarta-feira, 1 de junho de 2016

Elizabeth Costelo, J. M. Coetzee

Elizabeth Costello é uma escritora de idade avançada que deambula pelo mundo para proferir palestras, que pouco ou nada têm relação com a sua obra, nas quais oferece uma visão do mundo e da escrita, o que a coloca em choque com outros autores e intelectuais. A sua idade avançada, no entanto, não a torna mais sábia, pois nem ela mesma sabe se ainda acredita as palavras que defende. Em última análise, a sua incapacidade e incerteza para ver os outros afasta-a inclusive da parca família, um filho e uma irmã.
Segundo apurei, o autor aproveita neste romance alguns excertos de publicações anteriores suas, o que talvez lhe confira um tom demasiado programático, cuja leitura nem sempre é fácil e escorreita. Para os apreciadores de filosofia, esta poderá ser uma obra interessante pois aborda temas, entre outros, como a o mal e a sua génese e a separação entre o homem e os outros animais.
Esta foi a minha primeira incursão na escrita desta autor nobelizado e sobre a qual não consigo perceber exactamente se gostei ou não, o que me poderá a levar a uma nova leitura para tirar teimas.

Tradução: Mª João Delgado | Editora: D. Quixote | Local: Porto | Edição/Ano: 1ª, Setembro 2014 | Impressão: Gráfica Mel Barbosa e Filhos | Págs.: 228 | Capa: Atelier Henrique Cayate | ISBN: 972-20-2722-0 | DL: 214698/04| Localização: BLX PF 82-31 /COE (80071827)

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