domingo, 31 de julho de 2016

Contracorpo, Patrícia Reis

“Por mais que faça, há sempre qualquer coisa que não se ajusta, como uma peça com defeito, fazse um esforço paras a encaixar e não é possível. Eu sou essa peça. Outras vezes sou a pessoa que tenta colocar a peça. Depende.” p. 169
Aos 40 e picos, Francisco morre súbita e inesperadamente. Deixa viuva Maria, com dois filhos ainda criança. Com a ajuda da família, Maria, guerreira como todas as mulheres, assume os desafios do quotidiano e da criação dos filhos. Mas, seis anos depois, Pedro, o filho mais velho, está na adolescência, e estabelece-se entre os dois um confronto, e nenhum tem a aparente sabedoria para o resolver.
Há livros que inesperadamente nos falam muito ao coração e aos momentos que a nossa vida atravessa. Este foi um deles. Porque fala de adolescência, porque fala de luto, porque fala de como, em família, tentamos ultrapassar as adversidades, conciliando as nossas diferenças, de ontem, de hoje e para sempre. E, exactamente porque me identifiquei com algumas destas experiências e conheço algumas destas personagens, não vou tecer grandes comentários. Sugiro apenas a leitura do mesmo, esperando (ou não) que outros retirem da sua leitura o que mais os serenar.

Editora: D. Quixote | Local: Alfragide | Edição: 1 | Ano: 2013, Março | Impressão: Rolo Filhos II, SA| Págs.: 215 | Capa: Rui Garrido | ISBN: 978-972-20-5165-1| DL: 354304/13 | Localização: BLX Corucheus ROM ROMPOR REI (80314244)

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