quinta-feira, 21 de julho de 2016

A Sala Magenta, Mário de Carvalho

A minha primeira incursão na escrita de Mário de Carvalho data de hás uns cerca (ou mais de) 1 anos, com a peça “Se perguntarem por mim, não estou”. Sem entrar em pormenores da história, esta era pautada pela análise acutilante da sociedade , servida com uma ironia impiedosa.
Essas características são transversais nesta nova narrativa. E sobre o que versa? Em jeito de flashback, seguimos a vida de um homem, que ao convalescer-se de um assalto, percebe falhou em toda a linha e que não há volta a dar, mas também não há qualquer saída, nem sequer a de um fundo de copo de whisky. É um relato lento das opções erradas ou, sobretudo, das não opções que o levam a ter de aceitar a ajuda da irmã, incapaz ela própria de arriscar viver além do filho e de uma ligeira vida social no interior alentejano.
É uma quase história, de uma quase vida, infelizmente tão igual a tantas vidas em nosso redor.

Editora: Caminho | Colecção: O Campo da Palavra | Ano: 2008, Janeiro | Impressão: Eigal | Págs.: 175 | ISBN: 978-972-21-1965-8 | DL: 269156/07 | Localização: BLX Camões 82P-31/CAR (80254208)

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