terça-feira, 9 de agosto de 2016

Os da minha rua, Ondjaki

“… a infância é um ponto cardeal eternamente possível. [Ana Paula Tavares] p. 122”

A literatura é uma expressão do crescimento do individuo, regra geral, perante a perda. Nas histórias de infância, a perda nem sempre é óbvia, mas está presente, ainda que julguemos que esse sentimento é alheio às crianças. Mas elas sentem a ausência. Talvez não verbalizem, não a saibam verbalizar… mas sentem.
Se podemos sempre regressar à infância, o certo é que um relato (verídico ou imaginado) da mesma tem de comportar também em si este adivinhar de ausências futuras. Sabemos que, quando revisitarmos a nossa infância, será para trazer à palavra o que já não há: quem éramos e já não somos, os que foram e são agora apenas memória.
Os da minha rua, e todos temos os da nossa rua, são as nossas referencias, os nossos aprendizados, com quem traçamos os primeiros passos de crescimento. São a poeira que sedimentou e nos tornou rocha. São parte de nós…

Editora: Caminho | Local: Lisboa | Colecção: Outras margens | Edição: 2ª | Ano: 2007, Julho | Impressão: Tipografia Lousanense | Págs.: 122 | ISBN: 978-972-21-1963-7 | DL: 256199/07 | Localização: BLX PF 82P(673)-34/OND 

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