quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

história da leitura silenciosa e secreta

Nem sempre sou a primeira a desbravar as páginas de um livro. Antes de iniciar-me pelo relato contido nos seus caracteres, faço um reconhecimento das marcas de presença prévias: sublinhados, anotações, páginas dobradas, lombadas vincadas, marcadores e lembretes vários.
Por vezes, fico a saber o conteúdo de refeições, seja pelas facturas de almoços, seja pelas listas de compras. Fiquei na dúvida que finalidade teria uma listagem de flores e respectivos nomes latinos numa caligrafia irrepreensível e em desuso. A minha mente inculta na matéria, mas perversa em trama maquiavélicas, viu ali um origem de substância venenosas.

São tão diversas as marcas de posse de uma história que se segreda sempre diferente ao olhar de cada leitor. Eu perco me nesta história da leitura silenciosa e secreta.  

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