terça-feira, 28 de março de 2017

Cara incompreensão

Com a idade, há processos da minha mente que fui entendendo e, creio mesmo, que consegui alterar. Alguns. Talvez um ou dois. Bem, o suficiente para acreditar que, em determinados aspectos, já não reajo nem me comporto como há 10, 15 anos atrás. Seja pela mera identificação de um padrão de comportamento e “inversão” da consequente acção. Seja porque realmente as nossas experiências alteram a nossa percepção da realidade e naturalmente o nosso comportamento.
Dá-me segurança ter consciência dessa mudança, porque me permite ter confiança de que ainda conseguirei alterar aspectos da minha personalidade com os quais não estou satisfeita.
Por outro lado, questiono-me se será benéfico compreendermo-nos na totalidade. Não implicará esta hiperracionalidade uma sobrecarga do nosso sistema (afinal, somos complexos computadores quânticos), que colapsará perante a infinitude de possibilidades de consequências de qualquer acção ou pensamento?
Sentir torna-se, então, primordial. Sentir liga-nos (a todos, a tudo). Sentir oferece-nos o aqui e o agora. Sem passado, sem futuro. Sem herança, sem consequência. Apenas indivíduos a aprender a ser todo.


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