domingo, 2 de julho de 2017

Os livros do final da tua vida, Will Schwalbe (Os livros)


Deixar aqui uma lista exaustiva dos livros apresentados por Will Schwalbe n’ Os livros do final da tua vida, no âmbito do seu clube de leitura intimo ao longo do processo oncológico da mãe, resultaria numa publicação extensa, desinteressante e pouco produtiva. Seria uma listagem como outra qualquer e creio que de listagens estamos todos fartos. Interessa-me mais perceber tendências do autor ou eventuais pontos de contacto com o meu percurso e intenções pessoais de leitura.
Dos cerca de 90 livros mencionados (lidos ou a propósito de contextualização), apenas li 3, sendo que um ainda não está acabado: A última aula, de Randy Pausch; O Senhor das moscas, de William Golding (inacabado); e Os homens que odeiam as mulheres, de Stieg Larsson.
Para um leitor é sempre aliciante ler algo com que se identifica, nomeadamente o fascínio pela leitura e pelos livros. Daí, fiquei com a curiosidade de conhecer Os detectives selvagens, de Robert Bolaño, A Leitora Real, de Alan Bennett, e As memórias do livro, de Geraldine Brooks. Vão ficar para próximas núpcias. Outros títulos com que já me tinha cruzado através de adaptações ao cinema e à televisão são: Olive Kitteridge, de Elizabeth Strout; O Fundamentalista relutante, de Moshin Hamid; O bom nome, de Jhumpa Lahiri, além dos seus outros livros O Interprete de enfermidades e Em Terra Estranha; e  do inevitável Ken Follett (que deve ser o autor com que mais me cruzo nos transportes públicos).
Outros livros mencionados e que também (já) me suscita(av)m curiosidade são O ano do pensamento mágico, de Joan Didion, e Noite, de Elie Wiesel, pelas temáticas abordadas. Mas sinto que não é este o momento para me dedicar a eles.
Já no âmbito da pura curiosidade despertada pelo título, ficaram na minha mira: A elegância do ouriço, de Muriel Barbery; The bite of the mango, de Mariatu Kamara (sem edição portuguesa); e Outros quartos, outras maravilhas, de Daniyal Mueenuddin.
Em síntese, foi interessante perceber igualmente o percurso de leituras de duas pessoas de gerações e de uma geografia diferentes da minha, o que se percebe com: apenas três livros lidos em comum, uma enormidade de livros não publicados em Portugal; e até autores que desconhecia por completo. E como os livros são como as cerejas, o benéfico é que se juntaram mais possibilidades às minhas intenções de leitura. Onde elas me levarão não sei, mas sei que irei registando aqui as minhas impressões e espero que as mesmas possam ser de utilidade a quem despenda os seus minutos nestas breves palavras. 

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