segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Amadora em Festa: Festa do Livro 2017

No passado fim-de-semana, assisti a diversos dos encontros promovidos pela Câmara Municipal da Amadora, no âmbito do Amadora em Festa, e, em especial, da sua Festa do Livro. Estes decorreram na Biblioteca Piteira dos Santos, desde há uns meses o meu local de “trabalho” de eleição para as minhas folgas quinzenais de 2ª-feira, e numa tenda, colocada no exterior, sobretudo para as actividades fora de horas, o que na 6ª-feira se revelou como um desafio climatérico. Mas vamos ao que interessa (pelo menos para mim), as minhas impressões sobre os encontros:
·         As bibliotecas hoje. Só apanhei a parte final e valeu pela última participação do público: uma técnica da biblioteca que deu o seu testemunho de como a sua experiência profissional transformou a sua relação com o livro que passa pelo desapego pessoal pelo objecto e da necessidade de o dessacralizar perante o público, não sendo possível fazer qualquer promoção do livro e da leitura sem esse entendimento. São opiniões que partilho piamente. Quanto ao restante debate, a minha questão é: porque é todos gostam de debater o tema da bibliotecas mas nunca há um técnico das mesmas no painel de debate para poder também transmitir ambições, dúvidas e constrangimentos no seu serviço público.
·         Literatura, Artes e Suburbanidade. O debate pareceu-me destruturado, embora tenha gostado muito de ouvir os intervenientes, porque deu a impressão que havia uma confusão de conceitos. Acredito que não tenha havido uma preparação prévia no sentido de acordar alguns temas ou orientações a explorar. No entanto, deu-me alguns tópicos de reflexão posterior.
·         Poesia e Música com Tiago Gomes e FLAK. Foi um registo interessante, ao qual não estou habituada, mas a que tenho de prestar mais atenção.
·         Crónicas do Riso ou talvez do choro. Dada a afluência, e o meu atraso, fiquei fora da tenda e não me foi possível ouvir nas melhores condições. Para mim, e do pouco a que assisti, Ana Sousa Dias fez a melhor mediação do evento. RAP é sempre um exemplo de como o humor é inteligente e Rui Cardoso Martins, cujo o trabalho ainda não conheci (shame on me), deixou-me ainda mais curiosa conhecer.
·         Jantar Literário. Foi interessante jantar no espaço da biblioteca e passei o tempo todo a pensar que só faltava alguém inadvertidamente, encontrar um corpo na biblioteca… O jantar em si, confeccionado pela equipa dos refeitórios da Câmara, estava óptimo. Os meus parabéns. Quanto aos dinamizadores, André Gago pontuou o jantar com a declamação de poemas sobre alimentação, gastronomia e convivo à mesa. Já Carlos Vaz Marques não fez mais do que abrir e encerrar as hostes. Valeu a companhia amadorense. 

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