sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Utilidade, Mário Dionísio

Só as mãos que se estendem para a frente interessam.
só os olhos que vêem para além do que se vê,
só o que vai para o que vem depois,
só o sacrifício por uma realidade que ainda não existe,
só o amor por qualquer coisa que ainda não se vê e ainda, nem nunca, será nossa
interessa.

«Reunião Clandestina», óleo s/ tela, 97 x 130. Exposto na III EGAP (1948), na exposição Arte Moderna -Vértice (1949), em Almada (1949), com o título «Interior»; na Galeria Nasoni (1989), no Celeiro da Patriarcal de Vila Franca de Xira (1991), CAM da FCG (1991), na exposição Neo-Realismo/Neo-Realismos (1996), no Museu da Resistência e Coimbra (1996), na Abril em Maio (2001), na exposição «Um tempo, um Lugar» em Vila Franca de Xira (2005).
Reunião Clandestina, 1947

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