segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Laços de Família, Clarice Lispector

"E considerou a cruel necessidade de amar. Considerou a malignidade do nosso desejo de ser feliz. Considerou a ferocidade com que queremos brincar. E o número o número de vezes em que mataremos por amor." (p. 78)

13 contos. 13 laços. 12 familiares. 1 quase familiares. Não Laços que unem. Mas laços que prendem. Porque “Quem sabe a que escuridão de amor pode chegar o carinho.” (p. 77, A menor mulher do mundo) quase sempre mulheres. A mulher. Na corda bamba. Sabendo que o que quer, não é o que necessita, não é o que deseja. Sempre aquém, sem, no entanto, saber de quê e de quem. “Ela fazia mais sombra do que existia.” (p. 90, Preciosidade) Mulheres numa pele errada. Mulheres que nunca vestem o corpo que têm. Ora apertado, ora vários tamanhos acima: “Os músculos da aniversariante não a interpretavam mais, …” (p. 63, Feliz Aniversário) mulheres à beira de um ataque de nervos porque “Ao redor havia uma vida silenciosa, lenta, insistente. Horror, horror.” (p. 35, Amor)


Editora: Relógio d’Água | Colecção: | Local: Lisboa | Edição/Ano: Jan 2013  | Impressão: Guide AG, Lda. | Págs.: 141 | Capa: Carlos César Vasconcelos, sobre fotografia da autora | ISBN: 978-989-641-342-2 | DL: 354217/13 | Localização: BLX Cam 82P(81)-34 LIS (80337171)

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