quarta-feira, 6 de junho de 2018

Em bibliotecas, trabalhamos muito em função do público escolar e acabamos por nos organizar em função do ritmo dos anos lectivos. Assim, em Junho, termina a maioria dos nossos ciclos de actividades, que retomam em Setembro, Outubro, consoante a disponibilidade de cada equipa e equipamento. Neste entretanto, avalia se o ano, ponderar se o que se manterá e eventualmente aumentará. Bem como o que cairá e o que é necessário acrescentar, para colmatar as solicitações do público.
Neste momento, a minha mente começa a borbulhar com as possibilidades que gostaria de explorar e o entusiasmo só esmorece quando, muito pragmaticamente, analisamos as nossas condicionantes. Não conseguimos fazer tudo o que gostaríamos e sentimos necessidade. A intenção só não é suficiente e a ela temos de agregar disponibilidades de tempo, de espaço e até de adequação do mesmo. E estabelecer as necessárias prioridades revela se um xadrez complexo, no qual é muito fácil colocarmos-nos em situações de xeque mate (bem, talvez a imagem seja exagerada, mas não desadequada).
Neste período de balanço e de alinhavar o próximo ano (lectivo e não só) sinto que, felizmente, trabalho e desafios aliciantes não me faltam. E este sentimento e estado de espírito profissional é, por vezes, tão difícil de alcançar, que algumas das dificuldades inerentes se tornam obstáculos menores. Vou portanto respirar fundo, alinhavar ideias, organizar necessidades e visualizar os objectivos, tendo em mente que o tudo que se faça pode ser pouco, mas, ainda assim, é bastante.
Miguel Bustos

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