sábado, 14 de julho de 2018

Uma biblioteca da literatura universal, Hermann Hesse


Este pequeno volume reúne uma dezena de reflexões do autor sobre a relação que estabelecemos com os livros e o modo como nos apropriamos dos mesmos e do seu conteúdo. Segundo nota do editor, estes textos “abrangem um arco de tempo de 1907 a 1945 ”, o que poderia significar para nós, leitores quase um século depois, reflexões desajustadas com o nosso tempo. Mas tal não se verifica. Pois, na sua essencial, a nossa relação com o livro mantém se e suscita sentimentos e dúvidas semelhantes. A maior diferença temporal será a ausência a qualquer referência à internet e ao seu potencial de afastamento entre livro e leitor, no entanto, o autor observa esse mesmo fenómeno em relação aos meios de comunicação da época e faz ponderações sobre as diversas tipologias de leitores e os diversos tipos de leitura.
Para quem se dedica às questões do livro, esta é leitura agradável e que vale muito pela capacidade de auto-análise e de humor, mas cuja utilidade vai depender mais do nível de reflexão que já tenhamos (ou não) sobre o assunto. Para mim, foi interessante sobretudo a reflexão que o autor faz sobre profissão e vocação, os níveis de leitura, a vantagem de ler em voz alta e a posse dos livros. Não que partilhe necessariamente a mesma visão e postura, mas compreendo as.
Tradução: Virgílio Tenreiro Viseu | Revisão: Maria Aida Moura | Editora: Cavalo de Ferro | Colecção: Ensaio | Edição/Ano: 1ª, Nov 2010 | Impressão: Grafiche del Liri | Págs.: 127 | Capa: Razzmatazz Design | ISBN: 978-989-623-138-5 | DL: 318282/10 | Localização: BLX PG 82-94/HESS (80285425)

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