Quinze Dias, Vitor MArtins

 

Uma história mais leve, com uma mensagem empoderadora e final feliz (não direi para sempre, mas para o momento). Destinado ao público jovem (não colocaria o –adulto), faz-me lembrar Heartstopper pela positividade e pelo protagonista fugir ao padrão: é gordo. Já o seu crush é o habitual padrão “bonito”. Mas, enfim, é um protagonista diferente.

Foi uma leitura rápida, leve e que servir para resolver uma curiosidade pessoal: não sou apreciadora de obras em que o Português do Brasil é de adaptado ao de Portugal. Percebo a opção da editora, tendo em conta o público alvo. E, de facto, esse não sou eu.

O facto é que ao fazer esta adaptação se perde, com certeza, uma das singularidades da obra. Porque num país diferente, com uma cultura diferente, estes personagens não falariam assim. De certeza. Mesmo que o seu nível social seja médio-alto e com acesso a educação de qualidade. Acho, também não quero emitir um juízo sobre o que desconheço.

Gosto de ler em Português do Brasil. Já o tenho afirmado diversas vezes. Sei que há quem tenha dificuldades e resistências. Mas há uma apropriação da língua e uma inventividade próprias que contribuem para a singularidade de cada obra.

Revisão: Alda Couto e Inês Martins | Editora: Secret Society (Penguin) | Local: LX | Edição/Ano: 1ª, jun 2024 | Impressão: Eigal | Págs.: 280 | ISBN: 978-989-787-220-4 | DL:533088/24 | Localização: BLX BPG 82P(81)-31/MAR (80538398)

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