Não
é uma expressão habitual, mas pode vir à baila quando se trocam impressões
sobre livros e autores. Não devemos temer as desrecomendações. Afinal, nem tudo
o que é livro publicado tem qualidade literária (ou outra). Por vezes, o grande
mérito é exatamente o seu autor ter concluído o seu projeto. O que, para todos
os que andam à volta com a pretensão da escrita
e procrastinadores natos, pode até ser motivo de inveja.
Não
é que aprecie fazer desrecomendações. Mas, e dependendo do contexto, mais do
que desrecomendações, preocupo-me em fazer avisos à navegação. Ou seja: alertar
para o que considero serem algumas lacunas na premissa e/ou construção de uma
narrativa. É que o sucesso hiperbolizado (potenciado por redes sociais) de um
determinado autor ou livro, não significa, caro, qualidade e consistência. E
depois há também o gosto pessoal. Sendo que também deixo sempre muito claro
quando há géneros ou estilos que não me apelam enquanto leitora e que, ou me
dizem pouco ou até me deixam desconfortável.
O
certo é que sou leitora (e trabalho o livro) há demasiado para não conseguir perceber
nele méritos e, como já disse, lacunas. Procuro entender quais são e, sobretudo,
transmitir essa informação de forma, digamos didática, ressalvando sempre que
isso nunca deve impedir a leitura e a formação de uma opinião própria.
Nem
sempre é fácil fazer esta destrinça. Mas é importante perceber de onde vêm
resistências a uma obra e qual a quota
parte da obra e do autor na mesma. Porque há desrecomendações que são muito,
muito merecidas.
E
vocês têm as vossas?
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