Esta é a minha segunda incursão pela escrita de Ana Teresa
Pereira, uma autora de estilo único no panorama literário nacional, sendo que
as suas histórias são, digamos, pouco portuguesas. ATP é uma autora do
fantástico, do gótico, do policial, de influência britânica. Isso ressalta de
referências explícitas, bem como de ambiências e temas. As suas histórias
habitam o limbo que existe possíveis planos de realidade, onde a comunicação é
feita a partir de portais numa natureza que obdece a regras e espiritos
anciãos. Os protagonistas são sempre mulheres envolvidas num qualquer triângulo
amoroso, não correspondido e nem sempre no campo da fisicalidade. É uma escrita
que se distingue e que nos parece levar sempre por cambiantes de um mesmo
livro. Para alguns leitores, pode se uma leitura de conforto, pois sabemos ao
que vamos. Para outros, pode ser o contrário, pois nada parece ser o que é.
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