sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

As Mulheres do Meu Pai, José Eduardo Agualusa

“A vida cria enredos de que a ficção não é capaz.” (p. 194)

Esta foi a minha segunda incursão por este livro em que acompanhamos a viagem de Laurentina, uma jovem mulher que, a pós a morte da mãe, descobre que foi adoptada. Então, enceta uma viagem para descobrir a sua família biológica e perceber, no final, que a mentira também pode ser verdade.
Como já vem sendo habitual, este livro gira em torno da memória e da sua construção. Ou mais precisamente das várias memórias que gradualmente vão desconstruindo o que se julga um passado verdadeiro. Não para acabar por substitui-lo, mas apenas para contribuir com mais uma série de novas memórias, todas elas tão verdadeiras quanto o desejam e assumem os seus fazedores e interlocutores, tanto que sem se anularem se completam ou complementam.
Vemos que nem tudo o que prece é, mas o que parece não deixa de ser. É-o também. É uma vertente dessa memória, dessa verdade que não há-de nunca ser una, e que lhe confere maior riqueza e autenticidade. E em cada memória, em cada verdade há ua lição e amor, de perdão e de aceitação. Não há julgamento possível para a acção das pessoas, cada um faz o que julga melhor para si e para os demais e a nós cabe-nos compreender e aceitar, se conseguirmos.


Editora: D. Quixote | Local: Lisboa | Edição/Ano: 3ª, Julho 2007 | Impressão: Guide – AG, Lda. | Págs.: 382 | ISBN: 978-972-20-3377-0 | DL: 261923/07 | Localização: BLX OR  ROM  ROM-EST  AGU

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

O meu balanço de leituras para o primeiro mês do ano é mais do que positivo. Já o de escrita…
mas a verdade é que não tenho estado parada. Entre a preparação de projectos profissionais e aprendizagens, a cabeça anda a mil e com dificuldade em verter para o papel a pluralidade de pensamentos e intenções. Acalmará em fevereiro? Pois, ao que tudo indica não, mas cá estaremos para a sua escrita. Ou não...