terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Leituras 2015

Um dos meus receios este ano era que o facto de trabalhar em bibliotecas me afastasse da leitura. De que sentisse que estava a levar trabalho para casa. Mas, pelo contrário, ainda me fez ler mais do que o habitual. Por um lado, porque tenho imensos livros há disposição as opções são mais que muitas. Por outro, passo mais tempo em transportes, o que rentabilizo em leitura. Isso resultou que, por motivos profissionais e por lazer, acabasse por ler mais de 60 títulos, divididos por mais de 6500 páginas, e incontáveis horas. Agora, a fasquia para 2016 é elevada, mas as estratégias estão definidas e prevê-se um ano repleto de leituras muito variadas, sobre as quais continuarei a deixar aqui o meu registo. É só uma questão de acompanhar e boas leituras!  

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Siddhartha, Hermann Hesse

Mas não terá, sozinho ou com uma doutrina, encontrado certas ideias, certos ensinamentos, que agora são os teus e que te ajudam a viver?” 

(p. 144)

Li pela primeira vez este livro há mais de 12 anos. Não consigo precisar exactamente quando, mas tenho um palpite que foi em época de faculdade. A memória que tinha do mesmo é que todos nós temos um percurso de vida a fazer, que não é igual ao de mais ninguém, e que as respostas que encontramos são igualmente únicas e, quiçá, impartilháveis.
Na sequência da sessão dinamizada na Biblioteca de São Lázaro dedicada a este livro, reli-o. Da história, já nada me lembrava, só mesmo da ideia de um percurso. Da(s) mensagem(ns), a minha percepção mantém-se. Aliás, pergunto-me que mais retirei desta obra, além da parca memória que dela tinha, e à luz das muitas outras leituras que tenho realizado? Sendo este um livro tão emblemático e tão importante para muitas pessoas, sê-lo há também para mim?
Antes de mais, creio que essa importância tem a ver com as ligações que conseguimos fazer com outras leituras, outros pensamentos e o momento em que as mesmas são feitas. Acredito que para quem nunca teve contacto com filosofias orientais e até com as actuais orientações de mindfulness (ou outro termo mais adequado) este livro seja uma revelação. Acredito que o foi na época do seu lançamento e tenha continuado a ser durante décadas, tanto que ainda hoje faz sentido para quase todos os que o lêem. Todos somos a dado momento Siddhartas: debatemo-nos com o que sociedade e a família espera de nós, procuramos trilhar o nosso caminho, caímos em tentações, seguimos rumos que não são os nossos, tentamos erguer-nos quando caímos, raras vezes temos a sabedoria de perceber o que temos à nossa frente, sentimo-nos presos pelas nossas responsabilidades, ...
Esta (re)leitura fez sentido para mim, embora não tenha descoberto nela nenhuma surpresa. Mas creio perceber o poder deste livro: todos, em algum momento da vida, nos conseguimos identificar com esta personagem. E por isso o livro nos apraz.

Tradução: Pedro Miguel Dias | Editora: D. Quixote | Edição: 22ª| Local: Alfragide | Impressão: Multitipo, A.G.| Ano: 2014, abril | Págs.: 155 | Capa: Neuza Dias | ISBN: 978-972-20-5191-0| Localização: BLX PF ROM ROM-EST HES 

domingo, 29 de novembro de 2015

E se as histórias fossem verdadeiras?

Este é o nome de um ciclo de tertúlias dinamizadas pela LectoriumRosicrucianum que pretende debater a ressonância e impacto de um ciclo de obras literárias nos seus leitores. O ciclo decorre na biblioteca de S. Lázaro até meados de junho. Algumas das obras abordadas são A Flauta Mágica, O Vaso de Ouro, Momo, e O Senhor dos Anéis. Nem todas estes trabalhos me suscitam interesse, no entanto, ontem, Sábado, dia 28, participei na sessão dedicada ao Siddharta, de Herman Hesse, que resultou num diálogo muito gratificante de partilha de opiniões e e perspectivas. O tipo de diálogo que me apraz e que me motiva neste tipo de reuniões, e que recomendo vivamente. Sobre o livro, já o li há vários anos e a minha memória sobre o mesmo é muito escassa. Mas esta partilha irá com certeza permitir uma releitura mais ampla do mesmo, cujo registo aqui deixarei daqui a uns dias.

domingo, 22 de novembro de 2015

A cada carta há uma história que se revela. uma narrativa que se tece com pormenores narrados e se completa com a imaginação. Novas possibilidades que se apresentam e entrelaçam. Sentidos que se ganham, horizontes que se largam.

sábado, 21 de novembro de 2015

A Última Aula, Randy Pausch

Randy Pausch, professor universitário, é confrontado aos 47 anos com a notícia de cancro em estado terminal e uma esperança de vida de 3 a 6 meses. Simultaneamente, é convidado a proferir uma “última aula”, iniciativa universitária em que se pretende que um professor em fim de carreira ou de renome simule ou sintetize as suas aprendizagens e consequentemente os seus ensinamentos de vida. O presente livro surge desse processo mas também da necessidade que o autor sente em deixar um registo tangível das suas crenças e valores aos seus três filhos, ainda crianças, e cuja memória será escassa ou mesmo inexistente. É um testemunho de vida interessante, descomplexado e que pode, e deve, servir de mote de reflexão para o modo como gerimos e guiamos as nossas vidas profissionais e pessoais.

Tradução: Luís Santos| Editora: Editorial Presença| Edição: | Local: Barcarena| Impressão: Multitipo, A.G.| Ano: 2008, Maio | Págs.: 254| Capa: il. Phil Rose| Ilustrações: Fotografias| ISBN: 978-972-23-3957-5| DL: 275874/08

sábado, 14 de novembro de 2015

De Tarot

Um dos meus objectivos para 2016 é aprofundar os meus conhecimentos na área do tarot. Mas como a sincronicidade tem destas coisas, iniciei ontem uma formação nesta área. Esta tem lugar na Biblioteca de S. Lázaro, em Lisboa, e decorrerá durante 15 semanas. Será uma forma de aprofundar conhecimentos de modo orientado e com a vantagem de poder partilhar dúvidas, experiências e sensibilidades. A seu tempo aqui deixarei algumas reflexões e registo de experiências sobre o tema.

Baralho Rider-Waite.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Lituma nos Andes, Mario Vargas Llosa

Na povoação mineira de Nacos, o cabo Lituma e o guarda Tomás investigam a morte suspeita de alguns trabalhadores. Terão sido vítimas da violência do Sendero Luminoso ou o sacrifico exigido pelos espíritos da terra, por verem as suas entranhas serem revolvidas?
Enquanto investigam, o autor dá-nos diversas histórias paralelas que nos apresentam os requintes de malvadez deste grupo político e que fazem crescer o clima de terror na região. Também nos é apresentada a forma como, perante a ameaça e o terror, os povos (ou alguns dos seus elementos) se voltam para explicações místicas, como se o extraterreno fosse a único modo de dar sentido à violência do quotidiano. Aqui, explora-se sobretudo o mito dionísico como forma de fuga não só à violência, mas também à incompreensão do mundo moderno.
Llosa apresenta-nos uma outra forma de materializar a zona cinzenta a que Primo Levi se refere e o comportamento em grupo em que a diluição da culpa e da inocência permitem o cometimento, a aceitação e, até, a promoção da violência gratuita.
Foi a minha primeira incursão na escrita deste autor nobilizado[1] e à qual terei de voltar mais tarde.
Tradução: Miguel Serras Pereira | Editora: Leya | Local: Alfragide | Edição/Ano: 5/2011 | Impressão: Mirandela, AG | Págs.: 255 | Capa: Arco da velha | DL: 326748/11 | Localização: BLX DR5030314 ( 80295425 )



[1] "… por sua cartografia de estruturas de poder e suas imagens vigorosas sobre a resistência, revolta e derrota individual."

domingo, 1 de novembro de 2015

103 Objectivos em 1003 Dias

Os últimos anos têm sido pródigos em muitas alterações na minha vida. Infelizmente, tendo como origem ou consequência perdas afectivas e materiais.
Para ultrapassa-las, necessitei de diversos apoios. Um deles, foi o exercício 101 Objectivos em 1001 Dias, que visava exactamente a concretização de 101 objectivos no período de 1001 dias. Esse exercício teve uma enorme importância, não tanto pela concretização dos objectivos, mas fixação dos mesmos e pela inerente reflexão sobre o que espero e o que quero para a minha vida. Esse primeiro exercício levou a um segundo, cujos resultados foram mais concretos e compensadores, e é assim que hoje (01.11.2015) dou início a um novo ciclo de desafios: realizar 103 objectivos em 1003 dias. Desta feita, tenho definidos logo à partida todos os objectivos, o que não quer dizer que ao longo dos próximos 1003 dias não se juntem novos. Graças aos primeiro e segundo ciclos , foi-me possível perceber e aprimorar as minhas áreas prioritárias de desenvolvimento, que são: pessoalprofissional, escrita, cultural e leitura. Assim, até ao próximo dia 31-07-2018, procurarei cumprir os seguintes objectivos:

1. fazer depilação definitiva
2. tirar um curso de línguas (espanhol, alemão, árabe, mandarim ...) > 104/1004
3. Fazer uma tatuagem
4. vestir uma cor nova (verde, branco, amarelo)
5. fazer desporto regularmente (caminhadas 2/sem)
6. manter a sanidade
7. aprender danças de salão / dança do ventre
8. manter os 60 e pouco quilos (=< 65)
9. fazer uma viagem surpresa (Rodão? 150€?)
11. evitar fazer julgamentos sobre as pessoas sem conhecer as razões dos seus actos;
12. participar num protesto (revolução pacifica)
13. ser mais humilde
14. tomar um banho de imersão, com direito a velas e óleos aromáticos
15. ir a Fátima a pé
16. fazer uma média de 2 tiragens de tarot por mês.
17. desenferrujar o francês
18. sorrir todos os dias
19. Ter coragem para seguir cumprir os meus sonhos.
20. Deixar de roer as unhas.
21. construir um jardim zen com pedras de signo
22. fazer uma caminhada com mais de 30 kms
23. fazer um ensaio fotográfico
24. (re)apaixonar-me
25. Fazer a cirurgia de correcção à miopia: onde; como; $.
---- a) onde: UL;
---- b) $: ?
---- qd: 
26. religar-me às amizades que, não tendo saído do coração, sairam do contacto (ACto, UAL)
27. deixar de escarafunchar as borbulhas
28. trocar um vício (#20/#27) por um novo hábito
29. escrever uma carta para mim, para abrir daqui a 1 ano
30. experimentar andar a cavalo
31. efectivar como técnica superior (104>melhorar as minhas condições de trabalho)
---- a) obter horário flexível
---- b) obter um posto de trabalho individual
32. lutar pelo meu reconhecimento profissional (dentro e fora do meu âmbito institucional)
---- a) ter oportunidade de viajar em trabalho
33. promover a minha visibilidade profissional e online:
---- a) escrever, pelo menos, um artigo relacionado com assuntos profissionais por semana;
---- b) publicar 1 artigo semanal no blogue;
---- c) atingir uma média de 20 35 visualizações diárias;
---- d) blog>portefólio (CL / AA / ALV / PPE)
34. desenvolver a minha rede de contactos pessoais
35. tornar-me uma profissional de referência na área das comunidades de leitores / clubes de leitura
---- #46
36. definir esta como área de mestrado?
37. concluir um mestrado: 
---- a) ano(s) lectivo(s) 2017-2019 18-20
---- b) Empreendedorismo e Estudos da Cultura
---- c) Iscte
---- d) $: inscrição/matricula + 2000€ + 1000€
38. concretizar o anterior projecto de mestrado?
39. aprofundar os meus conhecimentos na área das bibliotecas
---- a) realizar uma formação na área de bibliotecas
40. Frequentar 2 formações livres/ano 
---- 2016: ECI: Literatura Policial; Programa Somos: Direitos da Criança
---- 2017: ECI: EC; 10x10
41. conhecer todas a rede de bibliotecas municipais de Lisboa (SL 13/11/2015; Cam 28/01/2016; Mar 21/03/2016; Cor 22/05; Gal 19/06; ... )
42. tirar o CAP até ao final de 201567:
---- a) onde:
---- b)  $:
---- c) horários:
43. realizar uma formação na área editorial: 
---- a) qual: Curso de Edição e Escrita
---- b) onde: UNL;
---- c) $: 1000€ + inscrição/matricula;
---- d) horários:  a definir (provavelmente só no ano lectivo 2019/2020)
44. assistir a 2 seminários/colóquios por ano
---- 2015
---- 2016
---- 2017: DME/ENF; Mulheres nas Artes
45. aperfeiçoar e divulgar a minha escrita:
---- a) escrever uma média de 1500 caracteres/dia;
---- #33
46. Escrever um guia de linhas orientadoras de implementação de comunidades de leitores (dez. 2017) 
47. escrever um livro de memórias de família: a) estruturar; b) escrever; c) rever; d) reescrever, e) dar a ver. (até 3. 201678)
48. desenvolver um conjunto de 10 contos até (set. 20167)
49. desenvolver uma história com cerca de 50 págs. (até 12/2015 03/2017 01/18)
50. conhecer melhor a minha freguesia
51. conhecer o Castelo dos Mouros
52. visitar a Casa da Escrita (Coimbra)
53. Ir ao novo museu Berardo (Belém)
54. fazer uma das minhas viagens de sonho (Austrália/ Expresso do Oriente /Matchu Pitchu / Monte Roraima)
57. Conhecer o Convento de Cristo (Tomar)
58. Conhecer o Castelo de Almorol
59. conhecer mais do nosso pais
60. visitar o Museu Nacional de Etnologia (LX)
61. ir ao Planetário (LX)
      + Mosteiro dos Jerónimos
62. andar no Elevador de St.ª Justa (LX)
      + Miradouro do elevador (25/08/16)
63. ir ao Hard Rock Café (LX)
64. visitar o Museu da Cidade de Lisboa (LX - Campo Grande)
65. visitar a Torre de Belém (LX)
66. visitar a Basílica da Estrela (LX)
67. visitar o Panteão Nacional (LX - Santa Engrácia) (30/08/16)
     + Museu do Aljube (30/08/16)
68. visitar a Culturgest (LX - Campo Pequeno)
69. visitar a Fundação Ricardo Espírito Santo (Portas do Sol, Santarém)
70. visitar o Museu da Música (LX - Alto dos Moinhos)
71. visitar o Museu Nacional do Azulejo (LX - Madre Deus)
72. visitar o Museu Rafael Bordalo Pinheiro (LX - Campo Grande)
73. visitar o Museu do Chiado (25/08/16)
     + Museu do Dinheiro (25/08/16)
     + Museu da GNR (25/08/16)
74. ir ao Hot Club (LX - Praça da Alegria)
75. ir às Berlengas
76. revisitar o Palácio da Pena
77. Visitar a Casa Museu Amália Rodrigues (LX - S. Bento)
78. Vistar o Museu Nacional de Arte Antiga (LX)
79. Visitar o Lisbon Story Center (LX)
80. ir à feira da Ladra (LX) (30/08/16)
81. visitar o autodromo do Estoril
82. ir ao Rock in Rio
83. visitar o Museu da Marioneta (LX)
84. visitar 3 exposições de artes plásticas por ano
---- 2016: Musa; MNAC
---- 2017:
85. visitar o palácio e os jardins do Marquês de Fronteira (LX)
86. conhecer música clássica
87. visitar o novo museu dos coches (LX - Belém)
88. ir a uma ópera no S. Carlos (LX)
89. Ir a um festival de cinema
90. ver o Sunset Boulevard
91. ir ao Fantasporto (Porto)
---- a) $ festival
---- b) $ alojamento 
---- c) $ transporte
---- d) agendar férias
92. ler a Declaração dos Direitos Humanos completa
93. ler 40 livros por ano 
---- a) 2015
---- b) 2016
---- c) 2017)
94. ler 8 livros técnicos não-ficção por ano/2 por trimestre
---- a) 2015
---- b) 2016: Os que Vieram de África, O Romancista Ingénuo e Sentimental, As Histórias que o meu chefe nunca me contou, A Arte da Guerra do Storytelling, A Felicidade de Perseguir os seus Sonhos, Como falar dos livros que não lemos
---- c) 2017: Pensar clareza; Mulheres viajantes; l. dunham; livros final; feministas; auto-retrato; ser feliz; carta filha; rosto mulher, fim imaginação)
95. ler 3 livros de Ana Castro Osório
96. conhecer literatura para crianças e para jovens 
---- (D. Cali, D. Hamill, D. Machado, B. Carvalho, I. Minhós Martins, M. ende, P. Reynolds, L. Leonni, O. Jeffers)
97. ler 12 clássicos 
---- (1.Bíblia, 2.Ulisses, 3.D. Quixote, 4.Os Maias, 5.Os Lusíadas, 6.1001 Noites, 7.Tora, 8.Corão, 9.A ìliada, 10. Odisseia, 11. Guerra e Paz, 12. Divina Comédia, 13. Decameron)
98. ler 3 títulos da obra de Richard Zimler editada em Portugal 
---- (Os Anagramas de Varsóvia; Confundir a Cidade com o mar; Meia-Noite ou o Principio do Mundo; A Sentinela; Trevas deluz; O Último Cabalista de Lisboa)
99. ler um livro em italiano
100. conhecer o trabalho de António Sérgio
101. conhecer o trabalho de Matias Aires
102. ler a obra de Primo Levi 
---- (A Trégua; O dever da memória; Diálogo sobre a Ciência e os Homens, Se não agora, Quando?)
103. ler 3 títulos da obra de Ferreira de Castro 
---- (Emigrantes; Eternidade; Os Fragmentos; O Instinto Supremo; A Lã e a Neve; A Missão + O Sr. dos Navegantes 12/15; A experiência 03/17)
104. ler um livro de 3 vencedores do Prémio Nobel da Literatura/ano 
---- (17: K. Ishiguro; 16: B. Dylan, 15: S. Alexijevich; 13: A. Munro; 12: Mo Yan; 11: T. Transtromer; ; 09: H. Muller; 08: LeClezio; 07: D. lessig; 05: H. Pinter; 04: E. Jelinek; 02: I. Keitsz)
---- a) 2015: ...; 10: V. Llosa Lituma nos Andes 12-11-15
---- b) 2016: 03: Coetzee Elizabeth CostelloPamuk; E. Hemingway Fiesta 10/16
---- c) 2017: 15: S. Alexijevich Geurra Rosto Mulher; 09: H. Muller Terra Ameixas Verdes; Cela Cruz Stº André)
105. ler 3 títulos da obra de José Eduardo Agualusa 
---- (Teoria Geral do Esquecimento; A Vida no Céu 29/01/2016; Rainha Ginga; Catálogo de Sombras; As Mulheres do Meu Pai 09/04/16)
106. ler 3 títulos da obra de Mia Couto 
---- (O Outro Pé da Sereia 12/16; Venenos de Deus…; idades cidades divindades; A Confissão da Leoa; O Tradutor de Chuvas; O Último Voo…)
107. ler todos os títulos vencedores do Prémio Leya 
---- (08: O Rasto do Jaguar; 09: O Olho de Hertzog; 12: Debaixo de Algum Céu; 13: uma Outra Voz, 14: O Meu Irmão 09/04/16; 15: O coro dos Defuntos; 16: (não atribuído); 17: Os Loucos da Rua Mazur)
108. ler todos os títulos vencedores do Prémio Saramago 
---- (17: Resistência; 15: As Primeiras Coisas; 13: Os transparentes; 11: Os Malaquias; 09: As 3 Vidas; 05: Jerusálem; 03: Sinfonia em Branco 17/01/16; 01: Nenhum Olhar; 99: Natureza Morta)
109. ler 1/4 dos livros/ano de autoras lusófonas
---- a) 2016
---- b) 2017: L. Jorge, A. Zanatti 2; LC Gomes; S. Serrano; T. Veiga; Golgona A.; ...)


e mais alguns (já a pensar em 104 em 1004)

Ir às Palavras Andarilhas (Beja)
Ir ao Fólio (Óbidos)
ir ao LEV
Ir às Correntes d'Escrita (Póvoa do Varzim)
Ir à Gulbenkian
Andar no Hipotrip
conhecer o MAAT

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

O Silêncio dos Livros, George Steiner (seguido de Esse Vício ainda impune, Michel Crépu)

 “… os textos escritos podem transformar a condição humana.” (p. 21)
“O que é a literatura? Um lugar que não é lugar, um tempo que não se mede pelo tempo, uma língua que não é linguagem.” (p. 56)
Este volume, em que prevalece o título do primeiro ensaio, apresenta-nos duas reflexões sobre o efeito da leitura e o seu pode transformador. Mas que poder é este, advindo de um território tão estranho e com características tão peculiares. Um território feito da noção de possibilidades e que faz o do leitor o agente de qualquer mudança (para o bem e para o mal). Um território que se atravessa em silêncio e solidão. Um aparente ócio em que os nossos cérebros trabalham afincada e suavemente em busca de sentido(s) para o seu futuro ser.

Tradução: Margarida Sérvulo Correia | Editora: Gradiva | Local: Lisboa | Colecção: Ensaio | Edição/Ano: 1ª, Junho 2007 | Impressão: CEM - AG | Págs.: 72 | ISBN: 978-989-616-191-8 | DL: 260388/07 | Localização: BLX PF 002(091)/STE (80181048)

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Felicidade na Austrália, Liberto Cruz

Desde muito cedo que a minha ideia de viagem de sonho tem como destino esse país imenso e diverso que é a Austrália, com uma passagem pela cidade minha homónima. Não sei se alguma vez lá irei, mas, não sentido já aquele desejo imenso que caracterizou a minha juventude, não deixa de ter aquele apelo. Neste livro, a felicidade não reside na Austrália, mas é um conceito tão longínquo que bem poderia só ser atingida lá.
O autor apresenta-nos um conjunto de contos situados em S. Pedro de Penaferrim, Sintra. Contextualizam um tempo e um modo de viver português (transversal a todo o pais) onde predominam o culto masculino do álcool, como forma de passar pela vida e que dita todos os valores e prioridades. Surpreendentemente, apresenta-nos um conjunto de figuras femininas bem mais autónomas e alheias aos ditames de decoro do que inicialmente seria de esperar. Um conjunto curioso de histórias que nos faz olhar para o casario (que foi o meu ambiente de trabalho durante cerca de 2 anos) e os seus habitantes de uma forma mais próxima e caricata.

Editora: Editorial Estampa | Edição/Ano: 1ª, Maio 2014 | Impressão: CEM - AG | Págs.: 140 | Capa: Hélder Alves | ISBN: 978-972-33-2722-9 | DL: 376214/14 | Localização: BLX DMF 82P-31 CRU (80344876)

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Diário de um killer Sentimental, Luis Sepulveda


(seguido de Jacaré e Hot Line)

Este volume reúne três contos que têm como linhas de união a morte, a justiça, o abuso de poder, e algum amor. A narrativa tem o registo habitual do popular autor chileno, o que torna esta uma leitura ligeira, sem deixar de denunciar uma cultura de corrupção combatida por anti-heróis. A ler.
Tradução: Pedro Tamen | Editora: Edições Asa (Asa II) | Colecção: Pequenos Prazeres | Edição: 5ª| Ano: 2000, Março | impressão: Ed. Asa SA| Págs.: 152 | ISBN: 972-41-2050-3| DL: 147846/00 | Localização: BLX DR5041207 (00390433)

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

A Vaca, Camilo Cruz


Neste pequeno volume, Camilo Cruz utiliza a metáfora da vaca para simbolizar todas as desculpas, atitudes e pensamentos que utilizamos para não lutar (e consequentemente conquistar) os nossos objectivos. De uma maneira simples e divertida, permite uma primeira reflexão sobre como nos impedimos de atingir determinadas metas nas nossas vidas. No entanto, e consequência de outras leituras, também achei esta abordagem insuficiente para uma reflexão pessoal mais profunda e, nesse sentido, recomendaria a leitura de Chega de Desculpas, de Wayne Dyer.

Tradução: Miguel Mascarenhas | Editora: Gestãoplus Edições | Ano: 2010, Janeiro | Impressão: Tipografia Peres| Págs.: 131 | Capa: Marta Teixeira | ISBN: 978-989-811-505-8 | DL: 304726/10 | Localização: BLX PF 159,947/CRU (80272390)

domingo, 20 de setembro de 2015

O Fio da Navalha, Somerset Maugham

Entrei nesta leitura sem qualquer expectativa. Ou melhor, com a expectativa de que não iria apreciar o livro. O resultado foi o contrário. Não sendo um dos meus livros de eleição em termos de enredo e personagens, apreciei bastante as reflexões do autor/narrador sobre a escrita, a construção do romance e sobre a materialização das personagens. Sobre o enredo, o narrador/autor apresenta-nos um rol de personagens que acompanha durante anos e as suas diferentes visões e modos de estar no mundo, sem, no entanto, fazer juízos de valor sobre as suas escolhas. No final, conclui que, cada um há sua maneira, conseguiu o que queria e portanto foi feliz, o que faz deste romance uma obra com final feliz. Esta leitura relembra-me um pouco o Siddhartha, de Herman Hesse e questiono-me se o percurso da personagem Larry não será o percurso possível de Siddharta, caso este tivesse nascido séculos depois na América.
Tradução: Ana Maria Chaves | Editora: Asa II, SA| Colecção: Vintage Romance | Edição: 3ª| Ano: 2010, Agosto | Local: Alfragide | Impressão: Multitipo, A.G.| Págs.: 332 | Capa: Panóplia | ISBN: 978-989-23-0942-2 | DL: 311318/10 |Localização: BLX PF 82-31/MAU (80287248)

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Leitura nos Transportes Públicos #1

Dia
Hora (Aprox.)
Género
Título, Autor
Obs.
24-Ago
09:00
M
As 12 Cadeiras

26-Ago
M
A study in Scarlett/The sign of the For, Conan Doyle

27-Ago
09:00
F
Os crimes do Monograma

09:30
F
Perguntem a Sara Gross

28-Ago
08:50
M
Why Countries Fail

22:30
F
ken Follet

31-Ago
08:50
F
capa
19:30
F
Tornado, Sandra Brown


A minha mudança de trabalho levou-me a despender mais tempo nos transportes públicos, que aproveito para preencher com as minhas leituras. Não sendo a única, e porque tenho curiosidade em perceber as preferências dos outros leitores, vou registando, sempre que me é possível perceber, os livros que estão a ser lidos, quem os lê (homens/mulheres), e os horários aproximados. Espero assim identificar algumas tendências e, quem sabe, tirar algumas conclusões, que partilharei aqui quinzenalmente.
Nesta primeira amostragem, percebo que as mulheres são aparentemente mais leitoras e que o período da manhã é mais propenso à leitura. Quanto aos géneros, a prevalência vai para o policial e para o thriller.